Espaço Mesa
Arquitetura no Térreo:
a produção contemporânea
de Brasília.
Espaço Mesa
Arquitetura no Térreo: a produção contemporânea de Brasília
Data
07 maio — 12 junho 2026
Horário
8h30 às 12h
14h às 18h
Local
Edifício Morro
Vermelho, térreo.
ARQBR
Aula Magna
Campus Darcy Ribeiro, Brasília, DF, 2023–24
Novo auditório implantado em posição estratégica no Campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília, estabelecendo relação direta com o ICC, a Biblioteca Central e a Reitoria. O projeto resgata a ideia original da Praça Magna prevista para a universidade, concebendo um espaço de convergência para atividades acadêmicas, culturais e cerimoniais. A arquitetura organiza-se a partir da relação entre dois planos fundamentais: uma grande cobertura horizontal e o solo que se estende sob ela e além de seus limites. Amplos vãos estruturais e balanços generosos reforçam a continuidade entre interior e exterior, configurando um edifício que funciona simultaneamente como auditório e praça coberta aberta à vida universitária.
ARQBR
Igreja Presbiteriana Semear
Noroeste, Brasília, DF, 2026–
Templo religioso projetado para receber aproximadamente 800 pessoas, organizado em nave principal com mezanino e complementado por edifícios de apoio voltados às múltiplas atividades da comunidade. O conjunto reúne salão de comunhão, espaços educacionais infantis e adultos, quadra poliesportiva aberta ao público, áreas administrativas e gabinetes pastorais. A entrada se dá por um foyer central que articula os diferentes setores e estabelece transição entre acolhimento, encontro e celebração. Estruturalmente, o projeto parte de modulação regular em concreto armado, enquanto o volume principal do templo recebe cobertura curva em sistema treliçado metálico. Essa solução dialoga com a envoltória envidraçada de desenho igualmente curvo, conferindo unidade formal e forte expressividade arquitetônica ao conjunto.
ARQBR
Paróquia Sagrada Família
Brasília, DF, 2022
Projeto religioso concebido a partir da relação entre espiritualidade, natureza e comunidade, tomando a paisagem de Brasília como elemento estruturador da proposta. A nave circular aproxima altar e fiéis em gesto espacial de acolhimento e participação coletiva. A luz natural penetra por um anel superior na cobertura, transformando continuamente a atmosfera interna e reforçando a dimensão contemplativa do espaço sagrado. Implantado em meio nível abaixo da cota natural do terreno, o volume principal permite que a paisagem e a linha do horizonte se revelem de forma controlada no interior. A composição organiza-se ainda por eixos que conectam nave, praça linear, anexos e campanário, criando percursos de encontro, permanência e orientação urbana. O projeto sintetiza princípios caros à arquitetura de Brasília: implantação delicada na topografia, integração entre espaço público e edifício, e valorização do horizonte como componente essencial da experiência arquitetônica.
Bloco Arquitetos
Casa Itapororoca
Altos de Itapororoca, Trancoso – Porto Seguro, BA, 2022–24
A maquete desta casa implantada em Itapororoca, em Trancoso, apresenta um recorte do projeto que evidencia a relação direta entre a edificação e o desnível natural do terreno. Observa-se a implantação no coroamento do talude, com o volume edificado recuado em relação ao fundo do lote, estratégia que, na leitura da maquete, resulta na percepção de apenas um pavimento no nível de acesso. Essa solução volumétrica atenua o impacto visual da construção e sugere o controle da insolação poente por meio da orientação e implantação. No sentido oposto, a maquete revela a abertura do volume em dois níveis voltados para a paisagem marítima, explicitando a hierarquização das vistas e a adaptação da edificação à topografia existente. A leitura do modelo físico evidencia ainda a organização estrutural a partir de uma malha ortogonal modular de 3,60 x 3,60 metros, correspondente ao sistema construtivo em MLC (madeira laminada colada), permitindo compreender a lógica de racionalização construtiva e a repetição dos vãos estruturais.
Bloco Arquitetos
Casa Tupin
Setor de Mansões Park Way, Brasília, DF, 2020–23
A maquete da Casa Tupin evidencia a organização espacial a partir de um pátio central, configurado como elemento articulador do conjunto. No modelo, esse vazio estruturador concentra as áreas de convivência e explicita a permeabilidade entre interior e exterior, reforçando a continuidade espacial e a integração com o entorno imediato. A solução estrutural é representada de forma sintética, apoiando-se em um conjunto reduzido de doze pilares, o que, na leitura da maquete, permite a compreensão de grandes vãos livres e da disposição de planos de laje semi-suspensos que acompanham a topografia natural do terreno. Esses planos horizontais, destacados no modelo, sugerem a leveza da edificação e sua adaptação às variações naturais do solo. Observa-se ainda, na base do volume, a possibilidade de continuidade do paisagismo sob a construção, indicada pela permeabilidade do térreo e pela suspensão parcial das lajes, o que contribui para a diluição dos limites entre arquitetura e jardim. A materialidade é sugerida pela representação do concreto aparente e pela clareza na leitura do sistema estrutural, permitindo identificar, na maquete, a lógica construtiva e a organização espacial da edificação.
Bloco Arquitetos
Edifício Comercial no Sia
Setor de Indústria e Abastecimento, Brasília, DF, 2023–
A maquete deste edifício comercial no Setor de Indústria e Abastecimento, em Brasília, revela apenas um trecho do projeto. Trata-se de um corte feito logo após sua fachada frontal, onde é possível observar a implantação do edifício sobre uma escavação existente no terreno. A conexão entre o edifício e a rua é feita através de passarelas suspensas sobre taludes cobertos por vegetação nativa. Uma camada perimetral composta de planos inclinados em chapa de aço perfurada apoiados sobre uma estrutura de beiral conforma uma “fachada de serviço” que protege os interiores da insolação excessiva e abriga equipamentos de ventilação mecânica. As passarelas de acesso ficarão suspensas sobre um jardim inclinado com vegetação típica do Cerrado.
CoDA
Ed. Fabrika Filmes
SIA, Brasília, 2008-11
Edifício em estrutura metálica localizado no SIA,trecho 17 em Brasília. Premiado pelo IAB em 2015 e finalista do prêmio da revista Arquitetura e Construção, o edifício marcou a formação da CODA enquanto escritório e definiu diretrizes de projeto que utilizamos desde então, como modularidade, flexibilidade de layout, espaços multiuso, abundância de iluminação e ventilação naturais. O edifício foi publicado na revista Projeto em abril de 2014.
CoDA
Edifício SIA 600
SIA, Brasília, 2012-16
Edifício corporativo projetado pela CODA entre 2012 e 2016, em concreto, o projeto buscou a maximização dos vãos corporativos e a facilidade de instalação de empresas de médio porte com estratégias projetuais que facilitam a rápida ocupação e modificação dos espaços. Dentre elas destaca-se a fachada modular que abriga o sistema de refrigeração juntamente com vasto jardim vertical. O edifício foi publicado na revista Projeto em maio de 2018.
CoDA
Casa ICC
Jardim Botânico, Brasília, 2020-22
Uma pequena residência projetada entre 2020 e inaugurada em 2022, inspirada pelo maior edifício da UnB, o Instituto Central de Ciências, o ICC. A casa de 225 m2 possui planta em “U” e estrutura em concreto formada por 12 pórticos idênticos que abrigam em suas alas as três zonas da casa: na frente as áreas de lazer, trabalho e garagem, no centro a sala e cozinha, nos fundos a parte íntima. O projeto teve ampla repercussão, tendo sido publicado na revista do Correio Braziliense em março de 2026.
CoDA
Casa Mirante
Lago Sul, Brasília, 2022-
Projeto inédito da CODA, a Casa Mirante começou a ser desenvolvida no final da pandemia e teve sua obra iniciada em 2024, mas paralisada ao fim de 2025. Trata-se de uma casa de 680 m2 com pilotis semi-enterrado mais 2 pavimentos elevados, com vista privilegiada para o Lago Paranoá. O terceiro pavimento da casa foi inteiramente dedicado às áreas sociais e possui uma piscina voltada para a fachada principal, na largura de sua extensão completa. A casa possui dois sistemas de circulação vertical, um interno e um externo, possibilitando a sua manutenção de maneira independente das áreas privativas. O projeto foi exibido na mostra dos 100 anos do IAB, realizada no CAU/DF em 2025.

Esquadra
Casa da Grota
Condomínio Solar da Serra, Brasília, DF, 2020
Residência implantada em terreno marcado por restrições de ocupação e pela presença de uma área de preservação permanente em sua porção leste. O projeto parte da valorização da grota existente e da vegetação nativa, transformando esses elementos em protagonistas das vistas oferecidas pela casa. O programa térreo reúne garagem, quatro quartos, sala integrada à cozinha, área de serviços, deck externo e piscina de natação. A estrutura metálica pintada em laranja estabelece contraste intencional com o entorno natural e reforça a leitura da arquitetura na paisagem, repetindo-se também nas esquadrias desenhadas especialmente para a residência.
Esquadra
Casa Pedra
Setor de Mansões Dom Bosco, Brasília, DF, 2021
Residência unifamiliar concebida para um casal com três filhos, estruturada a partir de uma materialidade precisa e contínua. Concreto aparente, pedra moledo e madeira aparecem desde os elementos estruturais até os acabamentos internos, conferindo unidade ao conjunto. O partido linear organiza o percurso desde o acesso social até os ambientes mais íntimos, sempre em diálogo visual com os jardins externos e com a paisagem do Jardim Botânico. Duas grandes lajes de concreto sobrepostas, sustentadas por vigas invertidas, definem a estrutura e a volumetria principal da edificação.
Esquadra
Casa Till
Lago Norte, Brasília, DF, 2020
Residência organizada em dois blocos principais sobre pilotis, interligados por um elemento central que conecta todos os níveis da casa. O volume voltado para a rua abriga áreas sociais e de serviços, enquanto o bloco posterior cobre a área de lazer e o spa. Entre ambos, um pátio central introduz luz natural e permeabilidade ao conjunto, reforçando a integração visual entre os espaços. Os quatro níveis da residência são articulados por amplas rampas, que valorizam a experiência do percurso e ampliam a percepção contínua do espaço arquitetônico.
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